Rejuvenescimento Facial

Fios de PDO: o que são e o que esperar do tratamento

Entenda o que são os fios de PDO, a diferença entre fios lisos e de tração, quando o resultado aparece, quanto costuma durar e para quem o tratamento é indicado.

Ilustração em traço dourado com a palavra sustentação, capa do artigo Fios de PDO: o que são e o que esperar do tratamento

Os fios de PDO são fios muito finos de polidioxanona, um material absorvível que o organismo degrada aos poucos, inseridos sob a pele com agulhas ou cânulas. Eles podem ter dois objetivos principais: estimular a produção de colágeno, contribuindo para a firmeza e a qualidade da pele, ou oferecer um leve reposicionamento de tecidos, no caso dos fios com garras, chamados de fios de tração.

O que esperar, em geral, é uma melhora sutil e gradual, que se constrói ao longo de semanas a meses e costuma durar algo entre um ano e um ano e meio, variando bastante de pessoa para pessoa. Os fios não substituem uma cirurgia plástica e não são indicados para todos os rostos. Abaixo, explicamos como funcionam, para quem fazem sentido e quais cuidados envolvem.

O que é a polidioxanona

A polidioxanona é um material sintético usado há décadas na área da saúde, por exemplo em fios de sutura absorvíveis. Na estética, ela é usada em fios bem mais finos, colocados em camadas específicas da pele e do tecido logo abaixo dela.

Por ser absorvível, o fio não permanece no rosto para sempre. Ao longo de alguns meses, ele é degradado pelo organismo. Durante esse processo, o corpo reage à presença do fio formando colágeno ao redor dele, e é essa resposta que explica boa parte do efeito do tratamento.

Fios lisos e fios de tração: qual a diferença

Existem diferentes tipos de fios de PDO, e entender essa diferença ajuda a alinhar expectativas.

Fios lisos ou de bioestímulo

São fios sem garras, geralmente aplicados em maior número, como uma espécie de "malha" sob a pele. O objetivo não é puxar, e sim estimular colágeno. Costumam ser indicados para melhorar firmeza, textura e qualidade da pele em regiões como bochechas, pescoço e áreas com flacidez leve.

Fios de tração ou com garras

Possuem pequenas garras ou espículas ao longo do fio, que se ancoram nos tecidos e permitem um reposicionamento discreto, por exemplo na linha da mandíbula ou no terço médio do rosto. Além do efeito de sustentação, também estimulam colágeno. O reposicionamento obtido é sutil e não se compara ao de um lifting cirúrgico.

Em muitos planos, os dois tipos podem ser combinados, ou associados a outros recursos, conforme a avaliação.

Para quem os fios de PDO costumam ser indicados

Os fios tendem a fazer mais sentido para pessoas com:

  • flacidez leve a moderada, ainda com boa qualidade de pele;
  • desejo de melhorar firmeza e contorno de forma gradual e discreta;
  • expectativa realista, buscando um aspecto mais descansado e não uma transformação;
  • disponibilidade para seguir os cuidados e o acompanhamento.

Por outro lado, costumam não ser a melhor escolha quando há flacidez acentuada, excesso importante de pele, pele muito fina ou expectativa de um efeito parecido com o de uma cirurgia. Nesses casos, outras abordagens, inclusive uma avaliação cirúrgica, podem ser mais adequadas.

Também há situações em que o procedimento costuma ser adiado ou contraindicado, como gravidez e amamentação, infecções ou inflamações ativas na região, algumas doenças autoimunes e alterações de cicatrização. Por isso, a conversa sobre seu histórico de saúde é parte essencial da avaliação individualizada.

Realçar, não transformar: o melhor resultado é aquele em que você continua se reconhecendo.

Como é a sessão

De forma geral, a sessão segue algumas etapas:

  1. Avaliação e planejamento: análise do rosto, da qualidade da pele e dos vetores de sustentação, com fotos e marcações.
  2. Higienização e anestesia local: para tornar o procedimento mais confortável.
  3. Inserção dos fios: feita com agulhas ou cânulas finas, seguindo o planejamento.
  4. Orientações finais: explicação dos cuidados das primeiras semanas e agendamento do retorno.

O tempo da sessão varia conforme a quantidade de fios e as regiões tratadas. A sensação costuma ser de pressão e desconforto leve a moderado, que a anestesia ajuda a controlar.

Quando o resultado aparece e quanto tempo dura

Nos fios de tração, um efeito discreto de sustentação pode ser percebido logo após o procedimento, mas o aspecto final costuma ser avaliado depois que o inchaço inicial diminui. Já o estímulo de colágeno é gradual: em geral, a melhora na firmeza e na qualidade da pele vai aparecendo ao longo de semanas a alguns meses.

Quanto à duração, os números variam na literatura e entre pessoas. Em geral, fala-se em algo próximo de um ano a um ano e meio. Idade, qualidade da pele, metabolismo, exposição solar, tabagismo e o tipo de fio utilizado influenciam esse tempo. Não é possível garantir uma duração exata.

Se você deseja entender outra forma de estimular colágeno, sem fios, vale ler sobre o bioestimulador de colágeno.

Cuidados depois do procedimento

As orientações são individualizadas, mas costumam incluir, nos primeiros dias e semanas:

  • evitar movimentos amplos de boca, como bocejar muito ou mastigar alimentos muito duros, conforme orientação;
  • evitar massagens faciais, tratamentos estéticos na região e manipulação da pele;
  • evitar exercícios intensos, calor excessivo e sauna por alguns dias;
  • dormir de barriga para cima, se recomendado;
  • manter a pele limpa e usar protetor solar.

Inchaço, pequenos roxos, sensibilidade ao toque e uma leve sensação de repuxamento são relativamente comuns e tendem a melhorar em alguns dias. Pequenas irregularidades temporárias também podem acontecer.

Riscos e limites

Como todo procedimento, os fios de PDO têm riscos. Entre eles estão assimetrias, ondulações ou depressões na pele, fio palpável ou visível, extrusão (quando a ponta do fio aparece pela pele), infecção, inflamação prolongada e, mais raramente, lesão de estruturas da região.

Procure a profissional que realizou o procedimento imediatamente se notar dor intensa ou crescente, vermelhidão e calor que pioram, secreção, febre, ponta de fio aparecendo pela pele ou qualquer alteração que pareça fora do esperado. Se não conseguir contato, busque atendimento médico.

Também é importante lembrar o limite principal: fios de PDO não substituem cirurgia. Eles podem ajudar em flacidez leve a moderada e na qualidade da pele, mas não removem excesso de pele nem reproduzem um lifting.

Perguntas frequentes

Fio de PDO dói?

Costuma haver desconforto, principalmente na inserção dos fios, mas a anestesia local ajuda bastante. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa.

Vou ficar com o rosto "puxado"?

Quando bem indicados e planejados, os fios buscam um efeito discreto. Nos primeiros dias, pode haver leve repuxamento ou irregularidade, que em geral melhora com a acomodação dos tecidos.

Posso combinar fios com outros procedimentos?

Sim, em muitos casos os fios fazem parte de um plano que pode incluir toxina botulínica, preenchimento ou bioestimuladores, em etapas. A ordem e o intervalo são definidos na avaliação.

Quanto tempo antes de um evento devo fazer?

Como o resultado é gradual e pode haver inchaço e roxos, o ideal é planejar com alguns meses de antecedência, e não às vésperas.

Em resumo

  • Fios de PDO são fios absorvíveis de polidioxanona que estimulam colágeno e, no caso dos fios de tração, oferecem um reposicionamento discreto.
  • O resultado é gradual e costuma durar, em geral, de um ano a um ano e meio, variando de pessoa para pessoa.
  • São indicados para flacidez leve a moderada e não substituem cirurgia.
  • Avaliação individual, cuidados após o procedimento e acompanhamento fazem parte de um resultado seguro e natural.

Se você tem curiosidade sobre os fios de PDO ou outros recursos de estética avançada, agende sua avaliação. Juntas, podemos entender o que faz sentido para o seu rosto e para o seu momento.

Continue lendo

Artigos relacionados

Explorar o blog
Agendar avaliação pelo WhatsApp